sábado, 29 de dezembro de 2012

 
Aula, a partir das:
 
Abordagens autobiográficas e a formação de professores: desafios, contribuições e possibilidades, na perspectiva da autoformação no decurso de vida com Gaston Pineau e sobre o conceito de formação na abordagem (auto) biográfica com Inês Bragança.
 
O professor abordou as concepções tridimensionais para a formação do ser
 
HETEROFORMAÇÃO - a ação dos outros, ( o outro é quem ensina).
 
ECOFORMAÇÃO - formação que o ambiente traz.
 
AUTOFORMAÇÃO - formação do eu a partir das vivências e que torna o decurso de vida mais complexo. Ela pode ser individual ou coletiva.
 
Para Pineau a autoformação é uma luta árdua para a sobrevivência em todos os instantes e lugares e ultrapassa os quadros sociais da vida. Parece ser a expressão de um processo antropogênico que extravasa as estratificaçoes sociais e educativas.
 
O sujeito se autoforma transformando a relação heterônoma numa relação autônoma.
 
Para Bragança a formação é um processo interior que liga a experiência passoal do sujeito que se permite tranformar pelo conhecimento. E através da experiência como aprendizagem proposta pela abordagem autobiográfica, implica três dimensões existencias:
 
o conhecimento sobre si;
o conhecimento sobre seu fazer, sua prática;
e reflexão crítica sobre suas próprias concepções;
 
Para ela a abordagem autobiográfica contribui para o contexto de formação de professores(as), no sentido ontológico da construção de si, em um movimento de formação que articula memória, narração e reconstrução identitária.
 
 
Os pensamentos de Bragança e Pineau sobre autoformação trouxe muita contribuição para a minha pessoa. Entendo que o sujeito não se constrói sozinho, ele precisa de sujeitos para formar-se enquanto sujeito. É preciso que haja interação entre pessoas, para assim acontecer a autoformação, ou seja, é a partir do outro que tenho condições de conduzir as minhas atitudes, colocando minha experiência em vivência com outra. Pois o contato com outras pessoas nos faz ter uma tremenda noção da nossa cidadania, e isso faz transformar as nossas experiências de vida.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



AULA PARA TRABALHAR A MEMÓRIA

  
Tela de Salvador Dalí 
Tamanho original: 24cm x 33cm
Intitulada: A Persistência da Memória
 
 
A leitura de imagem dessa tela me provoca  sensação de tristeza. Tenho a impressão de um lugar muito seco e muito quente. O sol escaldante derrete o objeto que se parece com um relógio. A hora que se encontra marcada, parece que já é noite (6 hs), a luz que reflete parece a luz do sol se pondo no infinito e ainda assim o objeto se encontra derretido.
 
Por alguns segundos, essa imagem remete-me a desolação, ruínas, angústia. Ela não me traz boas recordações. Lembro que quando criança fui à roça com meu pai e lá encontrei um couro de boi envelhecido e dobrado em meio a terra quente, semelhante ao que está na tela de Salvador Dalí.
Ao ver essa imagem pela primeira vez na aula da faculdade, só me veio na lembrança aquele momento.
 
Mas se tratando de arte, afinal, arte é isso cada qual entende a sua.
 
 
 
 
 
 
 
 

domingo, 23 de dezembro de 2012


 MEMÓRIAS DE COMO FUI ALFABETIZADA
 
 
Através do antigo ABC,
Aprendi a ler e posteriormente a escrever!
São memórias agradavéis
Que não consigo esquecer!
 
                                 As condições precárias da escola
                                 Não me impediu de aprender,
                                 Tinha muita vontade, de saber  ler e escrever.
 
 
Minha professora, era muito legal
Lembro-me sempre dela,
Pois ela me ensinou no estilo tradicional.
 
                               Hoje, com outras teorias
                               Mudou tudo, até as metodologias
                               Mas lembro muito bem como eu aprendia.
 
 Ensino tradicional ou construtivista,
Todos dois precisa da silabação
Mas, o mais importante!
É que ninguém fique apenas na alfabetização.
 
                                                                                   Vilma Clécia.
 

Reconheço a importância dos dois métodos de alfabetização. Acho que eles se mesclam, seja qual for o método escolhido, o conhecimento das suas bases teóricas é condição essencial importantíssima, mas não suficiente. A boa aplicação técnica de um  método exige prática, tempo e atenção para observar as reações das crianças, registrar os resultados, ver o que aconteceu no dia a dia e procurar solução para os problemas dos alunos que não acompanham. (CARVALHO. 2011, pg. 46)
 
Relembrando o passado, acho que algumas dessas questões não foram aplicadas ao meu aprendizado. Apesar de ter tido a apropriação da leitura e escrita quando pequena, durante meu percurso de escola no ensino fundamental e médio tinha muita dificuldade de interpretar e produzir. Gostaria que tivesse sido diferente, para que eu pudesse fazer boas interpretações e boas produções em qualquer tipo de texto. Acho que a maneira de como fui alfabetizada teve influência nessa minha dificuldade. Pouco a pouco estou vencendo e isso é muito importante para minha formação em todos os sentidos.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Minha identificação



ABORDAGENS AUTOBIOGRÁFICAS
INFÂNCIA E ACADÊMICA


Sou Vilma Clécia Carvalho, graduanda em Pedagogia do 6º semestre da Universidade do Estado da Bahia-Campus VXI em Irecê -Ba e esse blog se destina aos registros das aulas do componente curricular Abordagens Autobiográficas com o intuito de fazer reflexão sobre si e sobre o outro, tanto no período de infância como no período acadêmico.